O uso de aparelho auditivo pode significar uma mudança brusca na qualidade de vida de pessoas que têm problemas para ouvir. Sair de um universo sem sons, ou com limitação, e passar a ouvir familiares, amigos e o mundo a sua volta promove não só a comunicação destas pessoas, mas também a melhora da autoestima.

 

Ainda que não tenha o poder de curar a deficiência, o aparelho auditivo pode, muito bem, representar isso na vida das pessoas.

Benefícios do  aparelho auditivo

O aparelho auditivo pode ser comparado a um óculos para uma pessoa míope ou com outro problema de visão. Sem este aparelho, o deficiente visual é incapaz de enxergar imagens adequadamente, ainda mais se a deficiência for intensa.

A prótese auditiva surgiu para sanar o problema de quem não é totalmente surdo, mas que tem capacidade limitada de audição. É útil, especialmente, numa conversa individual, em pequenos grupos e também ao assistir televisão.

Ou seja, é ideal para locais onde não haja muito ruído e os sons não disputem atenção. Conversas ao telefone também são momentos desafiadores para quem faz uso deste recurso.

Preconceito e aparelho auditivo

O preconceito sempre fez parte das deficiências. Pessoas que precisam de equipamentos para melhorar ou conquistar a independência de um sentido que está limitado, ou que simplesmente não foi habilitado pelo organismo, sabem o que é ter que usá-los e ser motivo de exclusão.

Felizmente, o avanço da tecnologia proporcionou aos deficientes um aparelho auditivo capaz de ser praticamente imperceptível por terceiros. O que dá segurança aos usuários para usá-los sem ter receio de sofrer atitudes preconceituosas.

Os modelos de próteses atualmente também são incrivelmente mais eficientes que seus antecessores gigantes.

Dificuldades iniciais esperadas 

1. Adaptação ao uso do molde

Logo no início do uso, o molde do aparelho auditivo pode ser incômodo para o usuário. Se não passar em algumas semanas, o ideal é buscar auxílio de um profissional para ver se a prótese está adequada.

2. Ruídos mais perceptíveis

Os primeiros sons podem parecer uma escola de samba no ouvido da pessoa, mas com o tempo, ela se acostuma e sentirá a maior felicidade em ouvir os sons.

3. Dificuldades no manuseio

O aparelho exige que usuário tenha capacidade de manuseá-lo adequadamente.  Caso necessário, peça ajuda de um técnico para que ele ensine como é o manuseio correto.

4. Problemas com a expectativa

Quando uma pessoa descobre que é apta a usar o aparelho, ela naturalmente cria uma expectativa diante disso. A vontade de escutar perfeitamente, como um ouvinte sem problemas, nem sempre é possível, devido ao grau da lesão no ouvido.

Para alguns, isso pode ser frustrante e até motivo para abandono da prótese. Atitude, que não deve ser incentivada pela família.

 

Fonte : https://fortissima.com.br/2015/02/19/entenda-os-beneficios-uso-de-aparelho-auditivo-para-quem-precisa-14691481/

A sensação de ouvido entupido pode ter diversas causas, sendo que a mais comum e frequente está relacionada com a variação de pressão durante uma mudança de altitude, como ocorre durante a descida de uma serra ou quando o avião começa a descer, por exemplo.

Como o corpo demora algum tempo para se habituar a essa mudança de pressão, o ouvido fica entupido, pois a pressão do ambiente é diferente daquela que ele estava habituado.

Normalmente a situação se resolve ao engolir saliva, beber algum líquido ou bocejar. Outra forma de desentupir o ouvido é tapar o nariz, fechar a boca e soprar, sem deixar o ar sair.

No entanto, existem ainda outras situações que podem deixar o ouvirdo entupido:

  • Bruxismo: O deslocamento incorreto da mandíbula pode dar a sensação de ouvido tapado;
  • Bloqueio de algum ossinho do ouvido: No ouvido médio existem 3 ossinhos que ajudam a transmitir as ondas sonoras até o ouvido interno, por meio de movimentos em conjunto com o tímpano, através de contrações de músculos muito pequenos. Caso haja algum bloqueio ou disfunção nesse movimento, pode surgir a sensação de ouvido entupido;
  • Resfriado, gripe, rinite alérgica, aumento das adenoides: Podem causar obstrução nasal devido ao acúmulo de catarro, que pode ser empurrado para o ouvido, tapando-o;
  • Otite: As infecções de ouvido podem deixar o ouvido entupido. Normalmente a otite vem acompanhada de dor, febre, vertigem, tontura, além de agitação, choro fácil e perda de apetite, no caso das crianças;
  • Acúmulo de cera: O cerume em excesso pode obstruir parcialmente ou totalmente o conduto auditivo. Mesmo quando a quantidade de cera é normal, ela pode ser empurrada para o fundo do ouvido com a entrada de água ou com o uso de cotonetes, deixando o ouvido entupido e podendo até causar dor de ouvido.

Em caso de ouvido entupido, deve-se procurar o/a médico/a de família, clínico/a geral ou otorrinolaringologista para que as causas sejam devidamente identificadas e tratadas.

 

Fonte : https://medicoresponde.com.br/ouvido-entupido-o-que-pode-ser-e-o-que-fazer/

A cada mil bebês nascidos, de 1 a 6 apresentam algum tipo de deficiência na audição. A estatística tem respaldo em uma série de estudos epidemiológicos realizados nos quatro cantos do planeta. Desde que flagradas e tratadas em estágio inicial, até os seis meses de vida, essas alterações não são sentença de prejuízos sociais e cognitivos. Mas, “um diagnóstico tardio – por volta dos 3 ou 4 anos – pode acarretar perdas significativas nas etapas de aquisição da linguagem”, alerta o otorrinolaringologista Mario Munhoz, da Universidade Federal de São Paulo.

 

É argumento mais do que suficiente para justificar a triagem neonatal e garantir, aos pequenos, as intervenções necessárias para um aprendizado bem semelhante ao de uma criança sem nenhuma disfunção. Obrigatório e gratuito nos hospitais e maternidades públicos desde 2010, o teste da orelhinha é, normalmente, aplicado em recém-nascidos já no segundo ou terceiro dia de vida. Conversamos com especialistas renomados para esclarecer as questões mais relevantes sobre o exame. Assim, você se tranquiliza em relação ao procedimento e se convence, de vez, da importância de exigir que ele seja realizado na instituição de saúde.

Como é feito o teste?
Uma espécie de fone de ouvido é colocado na orelhinha do bebê. Em seguida, são emitidos estímulos sonoros, enquanto um aparelho registra a resposta auditiva, proveniente da contração e distensão das células cocleares, as responsáveis por captar os sons. O processo dura, apenas, de 3 a 5 minutos, e não provoca desconforto ao pequeno. A prova disso é que pode ser aplicado enquanto ele dorme.

Que problemas podem ser flagrados com o exame?
Ele acusa eventuais anormalidades na cóclea, região do ouvido repleta de células ciliadas, cuja função é captar ondas sonoras. Uma vez danificadas, estas unidades não são repostas pelo organismo.

Quem são os profissionais habilitados a aplicar o teste da orelhinha?
Médicos e fonouadiólogos.

Qual o prazo ideal para que o teste seja realizado?
É recomendado que a criança seja submetida à avaliação antes do primeiro trimestre de vida, para que comece a ser estimulada, se necessário, assim que completar o sexto mês. Mas, não convém ultrapassar 28 dias, contando a partir do nascimento, porque o bebê começa a diminuir seus períodos de sono e tem a atividade motora aumentada, o que interfere na execução do exame. O conselho dos especialistas é exigir que ele seja feito antes da alta hospitalar.

O resultado é preciso?
A cada 100 testes realizados, cerca de 98% apresentarão resultado positivo, ou seja, indicarão que a criança dispõe de uma audição perfeita. Aproximadamente 2% acusarão negativo, o que não significa, necessariamente, que o pequeno tenha algum déficit. Ocorre que o tamanho reduzido das estruturas auditivas e o acúmulo de secreções no pós-parto podem fazer soar um alarme falso. Nesse caso, não há motivo para sofrer por antecipação. Basta repetir o procedimento após um mês. Se, novamente, o resultado for negativo, aí sim é preciso submeter a criança a um teste mais preciso, o BERA, que registra a atividade elétrica no sistema auditivo, em todo o percurso entre a orelha e o cérebro. Se o BERA também apontar problemas, aí, sim, existe indicação de partir para um tratamento específico.

E quais seriam os recursos mais eficazes?
A estimulação fonouadiológica precoce, já a partir do sexto mês de vida, e o uso de aparelho auditivo, quando prescrito, possibilitam um bom desenvolvimento cognitivo infantil. Se problemas neurológicos forem os culpados por não deixar o pequeno escutar, implantes cocleares podem ser considerados pelo médico.

Existe um grupo de maior risco para perdas auditivas?
Sim. É preciso redobrar a atenção com recém-nascidos que se enquadrem nas seguintes condições: tamanho muito pequeno para a idade gestacional; lesões neurológicas; síndromes congênitas; meningite; infecções como rubéola, citomegalovírus e sífilis; tumores; prematuridade; uso de antibióticos ototóxicos pela mãe, principalmente no primeiro trimestre de gestação; e complicações no parto que comprometam a oxigenação do bebê.

 

Fonte : https://bebe.abril.com.br/saude/a-importancia-do-teste-da-orelhinha-em-recem-nascidos/

Dor de ouvido é sempre um sintoma bastante incômodo. E uma das causas desse problema é a otite, um tipo de infecção que pode afetar diversos níveis do canal auditivo e até causar surdez. Por isso, confira o que pode provocar o quadro e como é possível evitá-lo com alguns cuidados simples

Quem já teve otite sabe: essa dor no ouvido é uma das mais desagradáveis que existe. Mas antes de saber como a infecção acontece, vamos entender como é o ouvido. A estrutura é subdivida em três partes: a externa, a média e a interna.

A primeira é a que tem a função de localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la ao tímpano. A infecção neste local é chamada de otite externa. É causada, normalmente por fungos ou bactérias que, na maior parte das vezes, penetram através de lesões na pele da parte mais externa desse canal. As feridas podem ser provocadas por objetos, como cotonetes, por atrito ao coçar o ouvido e até por água contaminada de piscinas ou do mar. E os resultados, segundo o médico otorrinolaringologista Marcelo Hueb, podem variar desde uma coceira até uma dor bastante significativa.

A otite média é a que afeta a parte atrás do tímpano, onde existe um canal que leva ao nariz. É ele que permite que o tímpano vibre. O quadro agudo da doença geralmente ocorre quando se tem uma gripe ou outra infecção respiratória. Esse canal acaba servindo como um túnel para que os vírus e as bactérias cheguem ao ouvido médio, o que causa acúmulo de pus atrás do tímpano, provocando dor, febre e diminuição da audição.

A infecção do ouvido interno (labirinto) é chamada de labirintite. O principal sintoma é uma tontura giratória, chamada de vertigem.

Dependendo da localização da otite, diagnosticar o problema pode ser fácil. Em alguns casos o próprio paciente pode fazer isso. Mas quando o local é mais profundo, o exame otológico é o mais indicado. O tratamento da infecção no ouvido inclui analgésicos e antibióticos. Mas quem vai orientar o melhor a fazer é o seu otorrinolaringologista.

Para prevenir o problema, evite a entrada de água e objetos no ouvido. Nas crianças, a vacina contra gripe e pneumonia são bem eficazes. Já os bebês não devem ficar deitados na amamentação.

 

Fonte : https://www.minhavida.com.br/saude/videos/14711-otite-gera-dor-no-ouvido-e-pode-causar-surdez