A primeira coisa que é necessário tem em mente, quando se usa (ou se convive com quem usa) o implante coclear, é que implantados não são ouvintes. Não porque não seja possível ouvir e escutar muito bem com o IC, mas porque a surdez é e sempre será parte da nossa vida.

Mas, mais do que ouvir, quando se utiliza a audição, seja através de aparelhos auditivos ou implante coclear, é importante conseguir compreender, discriminar, escutar aquilo que se ouve. E, salvo casos em que a pessoa coloca o IC e já saiu ouvindo maravilhosamente (bem raro, mas acontece), para a maioria dos casos, em que o implante requer um período de adaptação, é preciso observar como nosso cérebro dá formas mentais àquilo que ouve. Ouvir o latido de cachorro e e processar mentalmente que aquele som está relacionado aquele determinado animal. Ouvir uma lata de refrigerante sendo aberta e pensar “oba, refri!”.

E, como não é exatamente um processo natural, pois é feito através de uma tecnologia que reproduz artificialmente um estímulo, é necessário a ajuda da fonoterapia para conseguir, com o implante, fazer o caminho natural do som, dentro da cabeça. E esse, é um processo que pode ser mais rápido para algumas pessoas e mais lento para outras, tudo depende da capacidade de cada pessoa se adaptar ao implante, formar um arquivo mental de memória auditiva, mas também de estar recebendo uma boa qualidade de sons através do implante coclear.

Contando um pouco da minha história, antes de operar do IC, nunca fui de levar a fonoterapia a sério. Até porque eu não utilizava aparelho auditivo e tudo era voltado para  voz e para a atenção à leitura labial.

Após a cirurgia, esse comportamento mudou. O IC parecia o estímulo que faltava para levar as sessões de fonoaudiologia a sério, dando lugar aos exercícios tão necessários a um deficiente auditivo que reaprende a ouvir.

Lembro de um exercício, logo que ativei o IC, em que a fonoaudióloga me mostrou 6 figuras e falava o nome de uma delas, sem que eu pudesse visualizar os lábios (ou seja, sem o apelo visual do qual dependi por mais de 20 anos). A princípio, o exercício era simples, porque bastava prestar atenção na extensão da palavra. Não há como confundir FLOR com TELEFONE, pelo tempo que a sonorização dura, pouco importando se compreendo ou não cada som por si.

Depois, foi a vez de escutar palavras com o mesmo tempo de som, todas dissílabas. Carro, casa, bola. Qualquer criança ouvinte consegue diferenciar essas palavras com facilidade, mas pra mim, ela soavam iguais, simplesmente porque a presença e ausência de som era similar. Tal como se o som se limitasse a preto e branco e eu só pudesse enxergar luz e sombra.

Mas, com o passar dos dias, os sons começavam a tomar forma. Não da primeira vez que eu ouvi, mas na terceira, quarta tentativa, a palavra BO-LA começava a ter um formato específico e  – ainda que com um demorado tempo de resposta –  a fazer meu cérebro perceber que trata-se de um objeto específico: a bola.

Não queria demonstrar emoção demais, porque não queria que a fono parasse a terapia para comemorar comigo, mas compreender (sem chutar) a palavra “bola”, fazer uma imagem mental dela conforme ouvia: bo-la (e não apenas tentar enxergar a palavra em si) representava um passo enorme nesse caminho. Era a primeira vez que o som da voz passava a ser significativo, passava a formar uma imagem mental espontâneamente no meu córtex cerebral.

E, junto com a bola, surgiu a esperança de poder compreender a voz, sem o auxílio da leitura labial, algum dia.

O tempo passou, os treinos simples foram dando lugar a outros exercícios mais elaborados. De palavras mudamos para sentenças, para conversas via telefone, para compreensão de outros idiomas.

Meu resultado, diferente de algumas pessoas que tem compreensão imediata, dependeu de diversos fatores. Mas entre os principais deles, acredito, foi um bom acompanhamento de fonoaudiologia. Não é a toa que eu bato tanto nessa tecla de que todo implantado deve ter em mente que fazer sessões de fonoaudiologia são fundamentais. Para alguém que hoje consegue atender o telefone, ouvir música, entender em outros idiomas, foi necessário criar a memória auditiva para cada um dos sons que compõem o processo de discriminação auditiva. E tudo isso só foi possível através de muito treino, muito empenho e muitas sessões de fonoterapia. Fonoaudiólogas são essenciais para o sucesso do implante coclear!

 

Fonte : https://desculpenaoouvi.com.br/reconstruindo-a-memoria-auditiva/

O uso de aparelho auditivo pode significar uma mudança brusca na qualidade de vida de pessoas que têm problemas para ouvir. Sair de um universo sem sons, ou com limitação, e passar a ouvir familiares, amigos e o mundo a sua volta promove não só a comunicação destas pessoas, mas também a melhora da autoestima.

 

Ainda que não tenha o poder de curar a deficiência, o aparelho auditivo pode, muito bem, representar isso na vida das pessoas.

Benefícios do  aparelho auditivo

O aparelho auditivo pode ser comparado a um óculos para uma pessoa míope ou com outro problema de visão. Sem este aparelho, o deficiente visual é incapaz de enxergar imagens adequadamente, ainda mais se a deficiência for intensa.

A prótese auditiva surgiu para sanar o problema de quem não é totalmente surdo, mas que tem capacidade limitada de audição. É útil, especialmente, numa conversa individual, em pequenos grupos e também ao assistir televisão.

Ou seja, é ideal para locais onde não haja muito ruído e os sons não disputem atenção. Conversas ao telefone também são momentos desafiadores para quem faz uso deste recurso.

Preconceito e aparelho auditivo

O preconceito sempre fez parte das deficiências. Pessoas que precisam de equipamentos para melhorar ou conquistar a independência de um sentido que está limitado, ou que simplesmente não foi habilitado pelo organismo, sabem o que é ter que usá-los e ser motivo de exclusão.

Felizmente, o avanço da tecnologia proporcionou aos deficientes um aparelho auditivo capaz de ser praticamente imperceptível por terceiros. O que dá segurança aos usuários para usá-los sem ter receio de sofrer atitudes preconceituosas.

Os modelos de próteses atualmente também são incrivelmente mais eficientes que seus antecessores gigantes.

Dificuldades iniciais esperadas 

1. Adaptação ao uso do molde

Logo no início do uso, o molde do aparelho auditivo pode ser incômodo para o usuário. Se não passar em algumas semanas, o ideal é buscar auxílio de um profissional para ver se a prótese está adequada.

2. Ruídos mais perceptíveis

Os primeiros sons podem parecer uma escola de samba no ouvido da pessoa, mas com o tempo, ela se acostuma e sentirá a maior felicidade em ouvir os sons.

3. Dificuldades no manuseio

O aparelho exige que usuário tenha capacidade de manuseá-lo adequadamente.  Caso necessário, peça ajuda de um técnico para que ele ensine como é o manuseio correto.

4. Problemas com a expectativa

Quando uma pessoa descobre que é apta a usar o aparelho, ela naturalmente cria uma expectativa diante disso. A vontade de escutar perfeitamente, como um ouvinte sem problemas, nem sempre é possível, devido ao grau da lesão no ouvido.

Para alguns, isso pode ser frustrante e até motivo para abandono da prótese. Atitude, que não deve ser incentivada pela família.

 

Fonte : https://fortissima.com.br/2015/02/19/entenda-os-beneficios-uso-de-aparelho-auditivo-para-quem-precisa-14691481/

A cada mil bebês nascidos, de 1 a 6 apresentam algum tipo de deficiência na audição. A estatística tem respaldo em uma série de estudos epidemiológicos realizados nos quatro cantos do planeta. Desde que flagradas e tratadas em estágio inicial, até os seis meses de vida, essas alterações não são sentença de prejuízos sociais e cognitivos. Mas, “um diagnóstico tardio – por volta dos 3 ou 4 anos – pode acarretar perdas significativas nas etapas de aquisição da linguagem”, alerta o otorrinolaringologista Mario Munhoz, da Universidade Federal de São Paulo.

 

É argumento mais do que suficiente para justificar a triagem neonatal e garantir, aos pequenos, as intervenções necessárias para um aprendizado bem semelhante ao de uma criança sem nenhuma disfunção. Obrigatório e gratuito nos hospitais e maternidades públicos desde 2010, o teste da orelhinha é, normalmente, aplicado em recém-nascidos já no segundo ou terceiro dia de vida. Conversamos com especialistas renomados para esclarecer as questões mais relevantes sobre o exame. Assim, você se tranquiliza em relação ao procedimento e se convence, de vez, da importância de exigir que ele seja realizado na instituição de saúde.

Como é feito o teste?
Uma espécie de fone de ouvido é colocado na orelhinha do bebê. Em seguida, são emitidos estímulos sonoros, enquanto um aparelho registra a resposta auditiva, proveniente da contração e distensão das células cocleares, as responsáveis por captar os sons. O processo dura, apenas, de 3 a 5 minutos, e não provoca desconforto ao pequeno. A prova disso é que pode ser aplicado enquanto ele dorme.

Que problemas podem ser flagrados com o exame?
Ele acusa eventuais anormalidades na cóclea, região do ouvido repleta de células ciliadas, cuja função é captar ondas sonoras. Uma vez danificadas, estas unidades não são repostas pelo organismo.

Quem são os profissionais habilitados a aplicar o teste da orelhinha?
Médicos e fonouadiólogos.

Qual o prazo ideal para que o teste seja realizado?
É recomendado que a criança seja submetida à avaliação antes do primeiro trimestre de vida, para que comece a ser estimulada, se necessário, assim que completar o sexto mês. Mas, não convém ultrapassar 28 dias, contando a partir do nascimento, porque o bebê começa a diminuir seus períodos de sono e tem a atividade motora aumentada, o que interfere na execução do exame. O conselho dos especialistas é exigir que ele seja feito antes da alta hospitalar.

O resultado é preciso?
A cada 100 testes realizados, cerca de 98% apresentarão resultado positivo, ou seja, indicarão que a criança dispõe de uma audição perfeita. Aproximadamente 2% acusarão negativo, o que não significa, necessariamente, que o pequeno tenha algum déficit. Ocorre que o tamanho reduzido das estruturas auditivas e o acúmulo de secreções no pós-parto podem fazer soar um alarme falso. Nesse caso, não há motivo para sofrer por antecipação. Basta repetir o procedimento após um mês. Se, novamente, o resultado for negativo, aí sim é preciso submeter a criança a um teste mais preciso, o BERA, que registra a atividade elétrica no sistema auditivo, em todo o percurso entre a orelha e o cérebro. Se o BERA também apontar problemas, aí, sim, existe indicação de partir para um tratamento específico.

E quais seriam os recursos mais eficazes?
A estimulação fonouadiológica precoce, já a partir do sexto mês de vida, e o uso de aparelho auditivo, quando prescrito, possibilitam um bom desenvolvimento cognitivo infantil. Se problemas neurológicos forem os culpados por não deixar o pequeno escutar, implantes cocleares podem ser considerados pelo médico.

Existe um grupo de maior risco para perdas auditivas?
Sim. É preciso redobrar a atenção com recém-nascidos que se enquadrem nas seguintes condições: tamanho muito pequeno para a idade gestacional; lesões neurológicas; síndromes congênitas; meningite; infecções como rubéola, citomegalovírus e sífilis; tumores; prematuridade; uso de antibióticos ototóxicos pela mãe, principalmente no primeiro trimestre de gestação; e complicações no parto que comprometam a oxigenação do bebê.

 

Fonte : https://bebe.abril.com.br/saude/a-importancia-do-teste-da-orelhinha-em-recem-nascidos/

Dor de ouvido é sempre um sintoma bastante incômodo. E uma das causas desse problema é a otite, um tipo de infecção que pode afetar diversos níveis do canal auditivo e até causar surdez. Por isso, confira o que pode provocar o quadro e como é possível evitá-lo com alguns cuidados simples

Quem já teve otite sabe: essa dor no ouvido é uma das mais desagradáveis que existe. Mas antes de saber como a infecção acontece, vamos entender como é o ouvido. A estrutura é subdivida em três partes: a externa, a média e a interna.

A primeira é a que tem a função de localizar a fonte sonora, amplificá-la e levá-la ao tímpano. A infecção neste local é chamada de otite externa. É causada, normalmente por fungos ou bactérias que, na maior parte das vezes, penetram através de lesões na pele da parte mais externa desse canal. As feridas podem ser provocadas por objetos, como cotonetes, por atrito ao coçar o ouvido e até por água contaminada de piscinas ou do mar. E os resultados, segundo o médico otorrinolaringologista Marcelo Hueb, podem variar desde uma coceira até uma dor bastante significativa.

A otite média é a que afeta a parte atrás do tímpano, onde existe um canal que leva ao nariz. É ele que permite que o tímpano vibre. O quadro agudo da doença geralmente ocorre quando se tem uma gripe ou outra infecção respiratória. Esse canal acaba servindo como um túnel para que os vírus e as bactérias cheguem ao ouvido médio, o que causa acúmulo de pus atrás do tímpano, provocando dor, febre e diminuição da audição.

A infecção do ouvido interno (labirinto) é chamada de labirintite. O principal sintoma é uma tontura giratória, chamada de vertigem.

Dependendo da localização da otite, diagnosticar o problema pode ser fácil. Em alguns casos o próprio paciente pode fazer isso. Mas quando o local é mais profundo, o exame otológico é o mais indicado. O tratamento da infecção no ouvido inclui analgésicos e antibióticos. Mas quem vai orientar o melhor a fazer é o seu otorrinolaringologista.

Para prevenir o problema, evite a entrada de água e objetos no ouvido. Nas crianças, a vacina contra gripe e pneumonia são bem eficazes. Já os bebês não devem ficar deitados na amamentação.

 

Fonte : https://www.minhavida.com.br/saude/videos/14711-otite-gera-dor-no-ouvido-e-pode-causar-surdez

 

Já não é de hoje que se sabe que a perda auditiva não afeta somente o sistema auditivo. A dificuldade em ouvir prejudica o convívio social e pode ser a causa de doenças como, por exemplo, a depressão.

Contudo, além de afetar psicologicamente os pacientes, a perda auditiva pode estar relacionada ao desenvolvimento de fadiga severa e à baixa disposição física.

 

 

Essa constatação foi feita a partir de um estudo realizado por pesquisadores do Departamento de Audição e Ciência da Fala, da Universidade Vanderbilt Bill Wilkerson nos Estados Unidos. No estudo foram analisados os resultados de 149 pesquisas dos participantes com a idade média de 66 anos, os quais foram consultados acerca de suas dificuldades auditivas.

É importante notar que esses sintomas de cansaço acima do normal foram notados em pacientes com perda auditiva que não faziam uso de aparelhos auditivos. Mostrando uma relação clara entre a deficiência na audição e o cansaço físico.

Umas das revelações obtidas com o estudo foi a de que adultos que procuram ajuda para dificuldades auditivas são mais propensos a relatar baixo vigor e uma escala menor de aumento de cansaço, comparado com a população em geral. A fadiga severa, na verdade, foi o duas vezes mais elevada no grupo de pacientes analisado.

Além disso, o aumento de risco de fadiga severa e problemas de disposição parecem não estar relacionados com o nível de perda auditiva. De modo geral, isso pode significar que a perda auditiva leve pode causar as mesmas sensações de baixa disposição que a perda auditiva severa causaria.

Ainda, segundo o estudo, as consequências psicológicas negativas da perda auditiva estão fortemente associadas com avaliações subjetivas de fadiga, em todos os domínios e disposição. Tal conclusão vem como forma de comprovação das sensações sentidas pelos próprios pacientes com perda auditiva.

Contudo, inúmeros estudos e diversas pesquisas feitas pelos maiores centros médicos do mundo têm revelado que a utilização de aparelhos auditivos é capaz de melhorar a qualidade de vida da maioria dos usuários de maneira significativa. Reduzindo drasticamente os impactos negativos de deficiência auditiva.

O estudo revelou que usuários de aparelho auditivo desfrutam melhor de sua saúde que os não usuários. Pessoas que usam aparelho auditivo afirmam também que se sentem menos cansadas e exaustas. Os maiores efeitos positivos causados pelo uso de aparelho auditivo estão relacionados à vida social dos usuários, ao participarem em atividades de grupo, e nas relações familiares.

 

Fonte : http://www.aparelhoauditivo.com/fadiga-perda-auditiva/

Cuidados no Verão

verão: Durante o verão, com a maior frequência dos banhos de mar ou piscina, é importante proteger o ouvido da água para evitar otites (dores de ouvido). Essas infecções, que podem ser provocadas por vírus ou bactérias, causam dor de ouvido e muitos incômodos. A situação pode se tornar crônica e resultar em frequentes recorrências de infecções agudas e finalmente em dificuldade auditiva.

Por isso, utilize protetores auriculares. Se não for possível, há alguns cuidados a serem tomados:

– Após nadar, seque os ouvidos com a ponta de uma toalha. Se sentir a presença de água dentro do conduto, deite a cabeça para o lado e encoste a orelha em uma toalha para que o líquido saia.

– Evite o uso de hastes flexíveis dentro do ouvido: elas servem apenas para limpar a parte externa, e não devem ser introduzidas no canal auditivo.

Se a água não sair e ao menor sinal de secreção no ouvido, que pode ser escura ou amarelada, procure ajuda de um otorrinolaringologista.

PERDA AUDITIVA ESTÁ RELACIONADA AO ALZHEIMER E AS DEMÊNCIAS

Estudos apontam que a perda auditiva pode estar relacionada ao desenvolvimento de demências e do mal de Alzheimer. Quanto mais severo for o déficit auditivo, maiores são as chances de ocorrer uma desordem cognitiva e o declínio da função cerebral. Mas, até mesmo pessoas com perdas auditivas mais leves, podem sofrer com atrofias mentais.

De acordo com uma pesquisa conduzida por especialistas da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, uma referência em saúde nos Estados Unidos, a cada dez decibéis perdidos de audição, os riscos de desenvolver demências aumentam 27%. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram dados de 639 pessoas com idades entre 36 e 90 anos – nenhuma delas sofria de demência. Entre os anos de 1990 a 1994, os participantes foram submetidos a avaliações mentais e auditivas. Na fase seguinte, que se estendeu até 2008, foi realizado novo acompanhamento, em busca de sinais de demência. Você pode conferir o estudo completo aqui!

COMO A PERDA AUDITIVA AFETA O CÉREBRO?

Isso acontece porque a perda auditiva pode criar tensões tão grandes que interferem na cognição normal. Como as pessoas com déficit auditivo tendem a se isolar, a diminuição da interação social pode agravar este problema, ampliando a estagnação mental.

A boa notícia é que o diagnóstico e o tratamento precoces da perda auditiva podem atrasar a progressão das demências e do Alzheimer.

Contudo, a maioria das pessoas com perda auditiva espera até sete anos após o diagnóstico para procurar tratamento. Elas desconhecem o fato de que, quanto antes o déficit for identificado e tratado, menos capacidade de ouvir seja prejudicada.

COMO O ALZHEIMER AFETA O CÉREBRO?

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, o Alzheimer é uma doença incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Os principais sintomas cognitivos são:  perda de memória, dificuldade de atenção, problemas de linguagem, dificuldade na orientação temporal e espacial, nas funções motoras, nas funções executivas,  visuoespaciais, visuoperceptivas e construtivas. Os sinais comportamentais da doença incluem: apatia, depressão, distúrbios do sono, ansiedade, desinibição, alteração de apetite, irritabilidade, agitação, agressividade e delírios e alucinações.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

POR QUE É IMPORTANTE TRATAR A PERDA AUDITIVA?

Deixar de tratar a perda auditiva pode acarretar uma série de consequências que estão muito além da simples incapacidade de escutar. O declínio da audição pode acelerar as atrofias da massa cinzenta e até interferir na taxa de mortalidade dos pacientes. Estudos apontam, por exemplo, que idosos que usam aparelho tem uma longevidade muito maior do que os que não fazem uso deste dispositivo.

Se pararmos para pensar, os aparelhos auditivos não só melhoram a audição, mas também contribuem para a preservação das funções cerebrais. Sem falar na qualidade de vida das pessoas. Quem sofre de perda auditiva e não usa aparelho auditivo tem 5% mais chance de desenvolver depressão se comparados a pessoas que fazem uso das próteses. Saiba mais aqui.

Por isso, é fundamental que a população em geral seja informada sobre a importância de passar por exames audiológicos preventivos frequentemente. E que, caso seja diagnosticada a perda e a necessidade do aparelho, que as próteses não sejam ignoradas. Eles têm um papel fundamental na preservação da audição e vida social de uma maneira geral!

Risco de perda auditiva

Risco de perda auditiva: Jovens diabéticos têm um risco maior que os adultos para desenvolver perda auditiva. A falta de controle do nível de açucar no sangue pode explicar o motivo pelo qual pessoas com diabetes têm mais problemas auditivos que as demais.

Cientistas japoneses têm estudado a correlação entre diabetes e o predomínio de perda auditiva,cujos  resultados das 13 pesquisas envolveram mais de 20 mil pessoas dos Estados Unidos, Ásia, Austrália e Brasil. Em todas as pesquisas, com excessão de uma delas, foi encontrada uma associação entre diabetes e problema de perda auditiva.

As conclusões revelam que deficiência auditiva é duas vêzes mais comum entre pessoas com diabetes do que as que não sofrem com essa enfermidade. Além disso, a pesquisa revelou também que jovens diabéticos estão num risco maior de contrair diabetes que os adultos.

Controle de açucar no sangue

A pesquisa  mostra que a falta de controle de açucar no sangue  deve explicar o motivo pelo qual as pessoas com diabetes têm mais problemas auditivos que as demais, motivo pelo qual  esse problema nem sempre está relacionado a velhice. Todavia, ainda se desconhece o fato de que um melhor controle de açucar no sangue poderá diminuir algum risco de perda auditiva.

Medicação diurética

Chika Horikawa da Faculdade de Medicina de Niigate, responsável pela pesquisa, afirma que  nem a idade e nem a exposição a ruídos em ambientes de trabalho podem explicar a correlação entre diabetes e perda auditiva e  Horikawa acrescenta que deve haver outras justificativas fora o  próprio diabetes para o problema auditivo.

Correlação

A pesqusa japonesa revelou a correlação entre o diabetes e problemas auditivos, contudo isso é uma associaçção observada e não prova de uma relação de causa e efeito entre os  diabéticos e não diabéticos. Além disso, em outras pesquisas realizadas tem havido a necessidade de esclarecer a relação entre diabetes e a predominância de deficiência auditiva.

O estudo japonês foi publicado pela Revista  the Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (Revista de Endocrinologia Clínica e Metabolismo).

 

 

 

Fonte: http://www.hear-it.org/pt/diabetes-risco-de-perda-auditiva

Ouvir bem é ginástica para o cérebro

Ouvir bem:  Mas não é só o corpo que precisa de atividades. De acordo com vários estudos, exercícios podem ajudar a melhorar ainda mais o desempenho cerebral, aumentando a atenção, a concentração e a memória. É justamente aí que ouvir bem pode fazer toda a diferença no desenvolvimento de novas conexões e no armazenamento de informações, servindo como uma ótima ginástica cerebral.

“Todos os estímulos que recebemos via cinco sentidos (tato, olfato, paladar, visão e audição) permitem ao cérebro reconhecer o ambiente e fazê-lo se relacionar com o mundo, ouvir bem. Quando escutamos, várias áreas cerebrais são estimuladas, entre elas a visão, a memória e a atenção. Quanto mais se ouve, mais o cérebro é estimulado a fazer novas conexões. Não ouvir é perder muito além da capacidade de entender o mundo”, explica a fonoaudióloga, mestre em neurociências aplicadas ao consumo e especialista em audiologiaEliana Leite Coutinho.

De acordo com a especialista, mesmo a menor perda auditiva pode comprometer, e muito, a capacidade do cérebro em desenvolver novas funções. “Sem entender o que uma pessoa falou, mesmo coisas simples como três ou seis, terça ou sexta, não é possível armazenar a informação. Além disso, a pessoa que não escuta direito fica menos atenta, o que pode comprometer a capacidade de leitura e de aprendizado de um novo idioma, por exemplo. Sem contar todo oesforço auditivo que é feito para conseguir entender uma fala. No final do dia, a pessoa está muito mais cansada e irritada do que estaria normalmente”, informa.

Por isso que a fonoaudióloga é uma entusiasta da utilização de aparelhos auditivos também para indivíduos comperdas auditivas leves. “É muito comum as pessoas acharem que não precisam da prótese auditiva, seja lá qual for o grau da sua perda auditiva. Quem tem perda de audição, em geral,  desenvolve estratégias para conseguir se comunicar, mas isto exige grande esforço e desgaste mental. Ao usar um aparelho auditivo, o cérebro passa a recrutar novos neurônios para exercer atividades que eram acumuladas em outras áreas. Com isso, o paciente melhora, entre outras coisas, a memória e a atenção. Além disso, ao passar a gastar menos energia com processos automáticos, como ouvir, o cérebro consegue se dedicar a novas funções, como aprender um idioma ou tocar um instrumento. Quanto mais cedo acontecer a utilização do aparelho, maiores são os ganhos para o paciente”, garante.

Com ou sem perda auditiva, qualquer pessoa pode realizar um programa estruturado de exercícios para treinar o cérebro e melhorar o seu desempenho, seja no trabalho, no estudo ou em atividades rotineiras, como dirigir carros com maior segurança. A partir de softwares muito sofisticados, boa parte deles oferecidos em plataformas online que rodam bem em computadores de mesa e em smartphones, é possível realizar treinamentos cerebrais (brain fitness) em praticamente qualquer lugar, a qualquer hora. “Para pessoas com perda auditiva, o ganho do brain fitness é ainda maior com treinamentos feitos sob medida e acompanhamento individual, que poderão dar um feedback direto sobre o seu desenvolvimento”, afirma. “O importante é estimular a sua audição o tempo todo! O cérebro agradece!”

 

 

 

Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/ouvir-bem-%C3%A9-gin%C3%A1stica-para-o-c%C3%A9rebro-juliana-tavares

Você sabe como escolher o seu aparelho auditivo?

Quando você está procurando informações sobre Aparelhos Auditivos já se deparou com a variedade de modelos que existem no mercado? Você sabe como escolher o seu aparelho auditivo?. Muitos pacientes quando chegam na Audireal me perguntam: “Como escolher o melhor aparelho auditivo para o meu caso?”

E eu respondo: tudo irá depender do que você deseja e espera dele.

O que eu quero dizer é que existem várias linhas de aparelhos auditivos, desde uma linha básica até chegar em uma linha sofisticada e cada modelo tem a sua peculiaridade e o que agrada muito um paciente pode não agradar tanto a outro.

O paciente quando chega ate a minha clínica, tem muitas dúvidas mesmo porque muitos dos casos nunca usaram, então segue algumas DICAS e VANTAGENS para adquirir o seu aparelho auditivo na Audireal.

1-) No dia da sua consulta, fale para a fonoaudióloga de forma honesta e clara como é o seu dia-a-dia. Se  trabalha e como é esse ambiente de trabalho? Se  frequenta reuniões? Frequenta teatro/cinemas/shows?  Faz muitas viagens? Participa de atividades físicas e quais são?  Tem vida social ativa? Entre outros…  Porque são informações fundamentais para a escolha do modelo ideal para você.

2-) Na Audireal, apresentamos todos os modelos, as características, garantia, manutenções e a assistência técnica, para que você conheça de forma detalhada o aparelho auditivo.

3-)Oferecemos promoções e facilidades na forma de pagamento para que o paciente adquira e comece o seu tratamento e tenha qualidade de vida.

4-) A Audireal oferece também retornos  trimestrais gratuitos para todos os pacientes durante o processo de utilização do aparelho auditivo.

5-) Além disso, todos os modelos tem registro na ANVISA (Ministério da Saúde) e no CRFA (Conselho Regional de Fonoaudiologia).

 

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Dra. Priscila S. Vicente Francisco

Fonoaudióloga Responsável

CRFa. 15.601.