PERDA AUDITIVA ESTÁ RELACIONADA AO ALZHEIMER E AS DEMÊNCIAS

Estudos apontam que a perda auditiva pode estar relacionada ao desenvolvimento de demências e do mal de Alzheimer. Quanto mais severo for o déficit auditivo, maiores são as chances de ocorrer uma desordem cognitiva e o declínio da função cerebral. Mas, até mesmo pessoas com perdas auditivas mais leves, podem sofrer com atrofias mentais.

De acordo com uma pesquisa conduzida por especialistas da Faculdade de Medicina Johns Hopkins, uma referência em saúde nos Estados Unidos, a cada dez decibéis perdidos de audição, os riscos de desenvolver demências aumentam 27%. Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram dados de 639 pessoas com idades entre 36 e 90 anos – nenhuma delas sofria de demência. Entre os anos de 1990 a 1994, os participantes foram submetidos a avaliações mentais e auditivas. Na fase seguinte, que se estendeu até 2008, foi realizado novo acompanhamento, em busca de sinais de demência. Você pode conferir o estudo completo aqui!

COMO A PERDA AUDITIVA AFETA O CÉREBRO?

Isso acontece porque a perda auditiva pode criar tensões tão grandes que interferem na cognição normal. Como as pessoas com déficit auditivo tendem a se isolar, a diminuição da interação social pode agravar este problema, ampliando a estagnação mental.

A boa notícia é que o diagnóstico e o tratamento precoces da perda auditiva podem atrasar a progressão das demências e do Alzheimer.

Contudo, a maioria das pessoas com perda auditiva espera até sete anos após o diagnóstico para procurar tratamento. Elas desconhecem o fato de que, quanto antes o déficit for identificado e tratado, menos capacidade de ouvir seja prejudicada.

COMO O ALZHEIMER AFETA O CÉREBRO?

Segundo a Associação Brasileira de Alzheimer, o Alzheimer é uma doença incurável que se agrava ao longo do tempo, mas pode e deve ser tratada. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, a doença tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais. Quando diagnosticada no início, é possível retardar o seu avanço e ter mais controle sobre os sintomas, garantindo melhor qualidade de vida ao paciente e à família.

Os principais sintomas cognitivos são:  perda de memória, dificuldade de atenção, problemas de linguagem, dificuldade na orientação temporal e espacial, nas funções motoras, nas funções executivas,  visuoespaciais, visuoperceptivas e construtivas. Os sinais comportamentais da doença incluem: apatia, depressão, distúrbios do sono, ansiedade, desinibição, alteração de apetite, irritabilidade, agitação, agressividade e delírios e alucinações.

Estima-se que existam no mundo cerca de 35,6 milhões de pessoas com a doença de Alzheimer. No Brasil, há cerca de 1,2 milhão de casos, a maior parte deles ainda sem diagnóstico.

POR QUE É IMPORTANTE TRATAR A PERDA AUDITIVA?

Deixar de tratar a perda auditiva pode acarretar uma série de consequências que estão muito além da simples incapacidade de escutar. O declínio da audição pode acelerar as atrofias da massa cinzenta e até interferir na taxa de mortalidade dos pacientes. Estudos apontam, por exemplo, que idosos que usam aparelho tem uma longevidade muito maior do que os que não fazem uso deste dispositivo.

Se pararmos para pensar, os aparelhos auditivos não só melhoram a audição, mas também contribuem para a preservação das funções cerebrais. Sem falar na qualidade de vida das pessoas. Quem sofre de perda auditiva e não usa aparelho auditivo tem 5% mais chance de desenvolver depressão se comparados a pessoas que fazem uso das próteses. Saiba mais aqui.

Por isso, é fundamental que a população em geral seja informada sobre a importância de passar por exames audiológicos preventivos frequentemente. E que, caso seja diagnosticada a perda e a necessidade do aparelho, que as próteses não sejam ignoradas. Eles têm um papel fundamental na preservação da audição e vida social de uma maneira geral!

Risco de perda auditiva

Risco de perda auditiva: Jovens diabéticos têm um risco maior que os adultos para desenvolver perda auditiva. A falta de controle do nível de açucar no sangue pode explicar o motivo pelo qual pessoas com diabetes têm mais problemas auditivos que as demais.

Cientistas japoneses têm estudado a correlação entre diabetes e o predomínio de perda auditiva,cujos  resultados das 13 pesquisas envolveram mais de 20 mil pessoas dos Estados Unidos, Ásia, Austrália e Brasil. Em todas as pesquisas, com excessão de uma delas, foi encontrada uma associação entre diabetes e problema de perda auditiva.

As conclusões revelam que deficiência auditiva é duas vêzes mais comum entre pessoas com diabetes do que as que não sofrem com essa enfermidade. Além disso, a pesquisa revelou também que jovens diabéticos estão num risco maior de contrair diabetes que os adultos.

Controle de açucar no sangue

A pesquisa  mostra que a falta de controle de açucar no sangue  deve explicar o motivo pelo qual as pessoas com diabetes têm mais problemas auditivos que as demais, motivo pelo qual  esse problema nem sempre está relacionado a velhice. Todavia, ainda se desconhece o fato de que um melhor controle de açucar no sangue poderá diminuir algum risco de perda auditiva.

Medicação diurética

Chika Horikawa da Faculdade de Medicina de Niigate, responsável pela pesquisa, afirma que  nem a idade e nem a exposição a ruídos em ambientes de trabalho podem explicar a correlação entre diabetes e perda auditiva e  Horikawa acrescenta que deve haver outras justificativas fora o  próprio diabetes para o problema auditivo.

Correlação

A pesqusa japonesa revelou a correlação entre o diabetes e problemas auditivos, contudo isso é uma associaçção observada e não prova de uma relação de causa e efeito entre os  diabéticos e não diabéticos. Além disso, em outras pesquisas realizadas tem havido a necessidade de esclarecer a relação entre diabetes e a predominância de deficiência auditiva.

O estudo japonês foi publicado pela Revista  the Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism (Revista de Endocrinologia Clínica e Metabolismo).

 

 

 

Fonte: http://www.hear-it.org/pt/diabetes-risco-de-perda-auditiva